22 December 2012

121 - A HOSPITALIDADE E AS PARTIDAS DO PAES MAMEDE



A HOSPITALIDADE E AS PARTIDAS DO PAES MAMEDE


1 - A HOSPITALIDADE

Quem alguma vez visitou ou trabalhou no Alto Limpopo, sul de Moçambique, antes da independência deste país, conheceu, certamente, uma das figuras mais carismáticas a sul do rio Save: o Orlando Paes Mamede, dono de um verdadeiro império comercial, pecuário e industrial (camionagem vocacionada para transporte de trabalhadores moçambicanos para as minas da África do Sul) daquela região, com sede em Mapai.

A povoação de Mapai era como que um oásis no centro da vasta região do Alto Limpopo, na sua quase totalidade coberta por savanas de xanato(Colophospermum mopane) e galerias de simbirre(Androstachys johnsonii). É uma região
semi-árida, de clima muito seco e de poucas chuvas. Tem um dos mais baixos índices de ocupação humana do país e a sua maioria localiza-se ao longo dos grandes rios, como o rio dos Elefantes, o Limpopo, o Save e o Changane. Com estas características e de dimensões equivalentes às do território de Portugal continental, o Alto Limpopo era, na década de 50, fértil em animais bravios, em madeiras e em gado bovino de criação familiar. Ali afluíam caçadores, madeireiros e negociantes de gado e também componentes das mais diversas brigadas de estudos e pesquisas, vindos de outras regiões, nomeadamente da capital. Grande parte destes forasteiros convergia para Mapai, em trânsito ou para ali adquirirem combustíveis e géneros alimentícios.

Nem a construção da linha ferroviária para a Rodésia do Sul (actual Zimbabwe), concluída em 1956 e que passa a cerca de 17 quilómetros, nem a criação ao longo desta de polos comerciais como a Malvérnia (actual Chicualacuala) e S. Jorge do Limpopo (actual Mapai-Estação) fez diminuir o fluxo de pessoas para Mapai.

Por aquela povoação passavam obrigatoriamente todas as pessoas que se dirigiam ao Pafúri , já que se situa junto da única via de acesso a esta povoação, sede da Circunscrição, mais precisamente junto da margem esquerda do rio Limpopo, cuja travessia, na época, era feita de batelão. E como a distância entre as duas povoações é de cerca de cem quilómetros (desertos de vida humana), sucedia com frequência as pessoas em trânsito pernoitarem ali devido ao cansaço de uma viagem de várias centenas de quilómetros (Lourenço Marques - actual Maputo - fica a 500 Kms e a sede da Circunscrição mais próxima, o Guijá, a 300 Kms).

As infra-estruturas da povoação pertenciam na sua quase totalidade ao Paes Mamede: comércio, escritórios, oficinas, armazéns, bairro residencial, sistemas de abastecimento de água e luz, etc,. A sua residência, espaçosa e de grandes varandas de caris tipicamente colonial, ocupava um ponto estratégico e era dotada de instalações suficientes para receber simultaneamente uma boa dúzia de hóspedes sem perturbar minimamente a família anfitriã. Como não havia hotel ou simples pensão, era na sua casa que a maioria dos forasteiros se instalava a convite espontâneo e sempre cortês deste bem sucedido industrial.

Para além dos visitantes de ocasião a família Mamede recebia com frequência na sua casa de Mapai importantes individualidades dos mais diversos sectores da vida pública e privada, do território e do estrangeiro, quando em visita oficial ou particular, assim como imensos amigos.

Uma das personalidades que caçou na região de Mapai, na década de 40, foi o primeiro Ministro da África do Sul, general Smuts (à esquerda). O Paes Mamede, seu anfitrião, está à direita nesta foto da época.

Quem teve o privilégio de conhecer esta família e disfrutar da sua hospitalidade, não esqueceu mais os bons momentos passados na sua companhia ! Uns dias vividos no Mapai eram autênticas férias só possíveis numa estância de repouso algures em África, onde as coisas bem próprias deste continente se completassem como aqui: o ambiente e o clima do interior; a selva mesmo ao lado com os seus mistérios e perigos; os gritos das águias pesqueiras nas margens do rio; o chilrear das pequenas aves pela madrugada; os uivos e latidos das hienas e dos chacais durante a noite; as saborosas refeições à base de carnes de animais, quer selvagens quer domésticos, criados nas pastagens genuinamente naturais; as frutas, legumes e hortícolas produzidas apenas com o húmus da terra; os odores das plantas e das árvores sem poluição; o ritmo calmo das pessoas no trabalho quotidiano; o conforto das instalações; a simpatia dos anfitriões; a delicadeza de trato do pessoal doméstico; etc,!

Era hábito da casa levantar cedo, mesmo antes do nascer do Sol ! A esta regra não podiam fugir os hóspedes que eram acordados pelo empregado que levava o chá da manhã aos quartos e avisava: patrão, água de banho está pronta!
Cerca de duas horas depois, após ter trabalhado no escritório e ter passado em revista as actividades decorrentes no complexo da empresa, o anfitrião convidava para a primeira refeição do dia – o matabicho – que era servida na espaçosa varanda traseira da residência (uma lauta refeição com todos os ingredientes, a que se habituaram as pessoas que viviam no interior de
Moçambique e que tinha fama de ser a melhor do dia)! Nas horas adequadas e já na sala própria, eram servidos, em bonitas baixelas, o almoço e o jantar.

Os serões na casa dos Mamedes ficaram famosos: jogos de mesa organizados em função do número e preferência dos presentes; boa música (a discoteca fazia inveja à principal estação de rádio da capital) e um bom serviço de acepipes e bebidas, completavam, até tarde, o ambiente hospitaleiro e bem africano que ali se respirava e que era propício a prolongadas conversas sobre os mais diversos assuntos, desde a política às estórias de caça !

A rotina diária na N’GALA (nome da empresa de camionagem do Paes Mamede) era religiosamente cumprida pelo seu proprietário sem contudo deixar de dar atenção aos seus convidados, que por norma o acompanhavam aqui e ali e ficavam a conhecer como tudo ali nasceu desde o primeiro tijolo. Com muito orgulho ele mostrava as obras que ali fez: o posto sanitário cujo enfermeiro privativo explicava o movimento de doentes e a complexidade de muitos tratamentos que efectuava, como partos, pequenas cirurgias, etc,; a escola; o campo de futebol e respectivas instalações da equipa; os escritórios; a central eléctrica; a bombagem de água; os armazéns e oficinas; o drift; o batelão e até mesmo a machamba junto à margem do rio onde eram cultivados todos os produtos hortícolas e frutos consumidos na sua casa e na dos empregados. O mais tenro e saboroso feijão verde do mundo – dizia o Paes Mamede – era ali
produzido ! E eu bem me recordo do sabor especial desse vegetal !

Durante a época venatória e sobretudo em tempo de férias escolares, os varões da família (o pai Orlando e os filhos Rui e Sérgio), com um ou outro convidado, organizavam caçadas, nomeadamente aos elefantes e búfalos, que na época eram muito abundantes na região. Foi durante uma destas expedições, em 1954, que o filho mais velho, o Rui, com apenas 17 anos, foi acometido de um colapso cerebral, falecendo poucas horas depois quando era conduzido para o hospital de Lourenço Marques.

O búfalo é dos animais mais perigosos quando feridos. Depois do hipopótamo é,
seguramente, o animal que mais vítimas causa entre os caçadores.

Este trágico acontecimento abalou sériamente esta família e consternou todos os seus amigos. A juventude estudantil da capital, onde o Rui era muito estimado, compareceu em massa no seu funeral, que foi uma inesquecível manifestação de pesar e solidariedade!

Recordo este jovem com saudade! Ele e seu irmão mais novo - o Sérgio - haviam estado comigo no Pafúri, na véspera do acidente, onde passámos bons momentos em animadas partidas de pingue-pongue! Prometi a mim mesmo perpetuar a sua memória: se um dia viesse a ser pai de um filho varão, chamarse- ia Rui! E três anos depois, em Junho de 1957, materializei este desejo!


O Sérgio Paes Mamede (o segundo a contar da esquerda) junto do seu avião, numa das Coutadas de Marromeu, em 1973, quando transportou o Engº Martins Santareno (à esquerda) e comitiva, para um safari de caça.

Conheci esta família tempos antes do falecimento do jovem Rui. Tal como a maioria das pessoas que transitavam por Mapai, fui seu hóspede, pela primeira vez, no início de 1954, quando fui colocado na administração do Alto Limpopo. Ali cheguei num dos seus camiões de transporte de magaíças (trabalhadores das minas), apanhado em Mabalane. Vinha exausto de uma viagem que levava já oito dias a partir de Inhambane, durante a qual utilizei vários meios de transporte em etapas sucessivamente interrompidas. Ali fiquei dois dias à espera da carreira para o Pafúri e nasceu então uma longa amizade estruturada num misto de admiração, respeito e gratidão por esta família simpática e hospitaleira !

Durante a minha estadia no Pafúri (pouco mais de um ano) foram muitos os contactos com os Mamedes, já que o Mapai era ponto de passagem obrigatório nas deslocações quando em serviço pelo interior da região administrativa. Depois de deixar o Alto Limpopo, voltei ao Mapai por várias vezes, a última das quais em 1974 e sempre esta família me recebeu com a maior cordialidade!

Nunca esquecerei os ensinamentos que recebi do patriarca Orlando, relativamente à caça e aos animais selvagens, que muito me marcaram para a minha futura carreira de fiscal de caça e que noutro local vou recordar!




Preparativos para um dia de caça numa das Coutadas de Marromeu, onde este tipo de
viaturas conhecidas por anfíbios eram utilizadas pela SAFRIQUE. Na foto e no plano superior
reconhecem-se, da esquerda para a direita: Neves e Sousa (famoso pintor e escritor angolano, já
falecido) Engº Martins Santareno e esposa, Adelino Serras Pires (caçador-guia), Adelino Brígido (Director da Safrique), Sérgio Paes Mamede (também destacado no canto superior direito) e Dr Armando Rosinha.


2 - AS PARTIDAS 

O Paes Mamede era uma pessoa dotada de extraordinário sentido de humor e muito comunicativo. Fascinava-nos com as suas narrativas de caça, verdadeiras aventuras que viveu naquela região riquíssima de espécies bravias, para onde tinha ido ainda novo como recrutador e chefe de zona da Wenela (empresa sul africana de recrutamento de mão de obra para as minas), com sede no Pafúri. Gostava de pregar partidas aos incautos e eram raros os que por lá passavam que de tal se livravam! Quem chegava ao Mapai e não era avisado destes seus hábitos, acabava por ser apanhado numa dessas partidas!

Eu próprio não fugi à regra. Depois do jantar do primeiro dia convidou-me para uma caçada. Foi-me dizendo que bastava uma pequena volta na pista de aviação para matarmos um ou dois antílopes, o que me deixou entusiasmado.

Para lá seguimos numa carrinha cujo condutor certamente conhecia bem a lição, pois à partida segredou-me que os leões apareciam sempre por ali durante a noite! Entregaram-me uma arma de pequeno calibre – ponto 22. O Paes Mamede levou outra de maior calibre e a tarefa de farolar foi atribuída ao Fernando Figueiredo (guarda-livros da empresa e parceiro habitual do patrão nestas andanças). Chegados à zona da pista logo se divisaram alguns pequenos antílopes, encandeados pelo foco de luz. O condutor dirigiu para lá a viatura mas os animais refugiaram-se rapidamente na mata periférica. O Paes Mamede sugeriu que eu os perseguisse, dando-me uma pequena lanterna de cabeça. Não hesitei e em menos de um minuto estava na mata em perseguição dos animais, cioso por abater um deles. Não os alcancei e depois de uns duzentos metros andados e considerar infrutíferas as buscas, voltei para trás. Só que, devido aos zigue-zagues durante a perseguição, deixei rapidamente de saber para que lado estava a pista. Por momentos fiquei desorientado pois não via as luzes nem ouvia o barulho do motor da viatura. Alguns minutos depois lá consegui desembaraçar-me da mata e alcançar a clareira da pista, embora em local diferente daquele onde a viatura me deixara. Ouvi então chamarem-me e pronunciarem, repetidas vezes, a palavra “leão”. O carro estava a uns duzentos metros, com os mínimos ligados e para lá corri com quantas forças tinha! Os comparsas mostravam grande preocupação pela minha segurança dizendo que saltasse rápido para o carro pois que andava um leão por perto. Disfarçando grande nervosismo, o Paes Mamede chamou a atenção para os roncos cavernosos que vinham do fundo da pista e logo que me instalei na caixa da camioneta deu instruções ao motorista para regressarmos.

Assim terminou a caçada ! Pelo caminho e em casa, os comentários sobre o sucedido eram de consolo pelo facto de nada me ter sucedido e termos escapado a tempo! E por isso trocaram-se brindes à chegada!

A cena pareceu-me tão natural que acreditei plenamente na sua veracidade e até dei as minhas opiniões sobre os prós e os contras da caçada, respondendo ingenuamente às perguntas ardilosas que me iam fazendo!

Era o meu baptismo de caça e, como esperavam os meus "carrascos", dei-lhes bons motivos para gáudio!…

Uns dias depois, já nas minhas funções no Pafúri, fui informado do logro em que tinha caído! Mais tarde, os ditos comparsas consolaram-me por ter sido alvo de uma pequena partida, pois que à última hora tinham resolvido não levar por diante o plano inicial que culminava com o meu abandono em pleno mato, ouvindo a imitação dos rugidos de leão emitidos por um trabalhador com o uso de um funil!

Uma boa lição colhi desta brincadeira! Decorria na altura a época de defeso venatório e o Paes Mamede recordou-me, mais tarde, este pormenor, censurandome por ter concordado ir à caça neste período e ainda por cima durante a noite e sem licença de caça! Três infracções que ao longo da minha carreira de fiscal de caça tentei combater e muitas vezes penalizar!

Conhecendo depois as estórias de partidas que o Paes Mamede pregava, considerei-me um privilegiado por ter sido alvo de uma tão suave brincadeira! E porque me foi aconselhado, reagi muito desportivamente! Caso contrário eles acabariam por me aplicar novo “castigo" e certamente dele não me sairia tão bem!

A Girafa (Camelopardalis), um dos animais bravios mais raros em Moçambique,
estava bem representada na região do Alto Limpopo.

Um dos amigos bastante chegados do Paes Mamede, conhecendo os seus hábitos, conseguiu durante muito tempo escapar às suas partidas. Só que, quando menos esperava, caiu numa das mais bem sucedidas e insólitas partidas por ele aplicadas. Esse amigo era o administrador da circunscrição – o Landerset Simões – que saíra do Pafúri cerca de um ano antes da minha chegada ali.

Juntavam-se com frequência, quer numa quer noutra casa e ambos eram apaixonados pelo poker, que jogavam sempre que reuniam parceiros. Numa ocasião em que foram juntos a Lourenço Marques (eram frequentes estas viagens do Paes Mamede, via África do Sul), o Landerset Simões comprou um bilhete de lotaria e quando o fez o Paes Mamede estava por perto e olhou subrepticiamente, apenas para fixar o seu número e logo se afastou anotando-o na
palma da mão. No dia da lotaria o Paes reuniu na sua casa alguns amigos habituais do poker, incluindo o seu companheiro de viagem à capital, a pretexto de um aniversário na família, facto que levou a reunião a ser tomada como natural. Depois do jantar e quando se jogava, a estação do Rádio Clube de Moçambique, ligada entretanto no rádio-móvel da sala, despertava a atenção
dos presentes pelas excelentes músicas que ia passando e que eram elogiadas pelo anfitrião e convidados. A dada altura o locutor informou que ia ler os números da lotaria daquele dia. Rapidamente o Landerset saltou da cadeira e aproximou-se para ouvir. Não conseguiu captar todos os números mas pareceulhe ouvir alguns correspondentes aos do seu bilhete. O locutor ao terminar a leitura dos prémios secundários repetiu os principais números premiados e quando o fez a atenção já era total: o número do primeiro prémio correspondia ao do bilhete inteiro comprado ! O Landerset deu um salto e numa explosão de alegria gritou: estou rico, estou rico ! Foi muito felicitado por todos e festejouse com bom champanhe!

A festa prolongou-se no meio de um contentamento geral e de repetidas e entusiásticas felicitações ao feliz contemplado e os presentes tiveram ainda a confirmação da exactidão dos números premiados num posterior noticiário daquela “estação de rádio”!

Eufórico como ficou, o administrador Landerset Simões, que naquele dia deveria pernoitar na casa dos Mamedes, resolveu regressar ao Pafúri a meio da noite, dizendo que na manhã seguinte seguiria para Lourenço Marques para receber o prémio.

Depois da sua partida os convivas continuaram a festejar, não a “sorte grande” do Landerset Simões, mas a “partida” que lhe foi pregada! Planificaram depois a acção a tomar no dia seguinte para desmontar a farsa junto da vítima e poucas horas depois o Fernando Figueiredo seguiu para o Pafúri onde chegou pela manhã. Encontrou o Landerset nos preparativos finais para seguir viagem e sem rodeios explicou-lhe que aquilo tinha sido uma brincadeira do Paes Mamede, ardilada a partir do momento em que ele comprou o bilhete em Lourenço Marques e depois bem executada com uma gravação de músicas e locuções imitando um profissional da rádio! Disse-lhe, inclusivé, que a gravação tinha sido objecto de muitas tentativas de aproximação da voz do locutor da rádio e a sua reprodução acabaria por ser tão perfeita e convincente que surpreendeu o autor - o próprio Paes Mamede! Tudo possível graças ao bom equipamento de gravação e reprodução magnéticas que havia comprado pouco tempo antes na África do Sul!

Todas as explicações, porém, não deram para aliviar a carga de stress do visado, que nem sequer dormira nessa noite só de pensar na mudança da sua vida com a inesperada sorte grande! Reagiu de um modo nunca esperado pelo seu amigo e recusou o convite de voltar ao Mapai para ali se refazer das emoções vividas na companhia dos parceiros da noite anterior. Nenhum argumento do seu amigo Figueiredo o demoveu ! Ficou zangado e as suas relações com o Paes Mamede não voltaram a ser como antes. Pouco tempo depois foi transferido do Pafúri para o norte de Moçambique.

O Orlando Paes Mamede continuou igual a si mesmo, recebendo, fazendo amigos e pregando as suas habituais partidinhas que ele definia como “praxes do Mapai” e que eram aceites desportivamente pela esmagadora maioria dos atingidos. E continuou também a prosperar em todas as direcções do seu vasto “império” comercial, pecuário e industrial, até que as mudanças impostas pelo fim do império colonial português alteraram radicalmente o rumo dos seus negócios e da sua própria vida. Ausentou-se para Portugal depois da independência de Moçambique, vindo a falecer em 1987 na África do Sul. Posteriormente, em 1991, viria também a falecer sua esposa Dária.
Seus filhos - Sérgio e Orlanda - garantiram a continuação do clã dos Mamedes e, tal como os pais, adoram África, onde nasceram e vivem!

ESCLARECIMENTO
Recentemente fui contactado por um dos netos do Orlando Paes Mamede, que visitou esta página e me dirigiu palavras de apreço pela forma como recordei aqui o seu avô materno (ele é filho da Orlanda Mamede), deixando também no GuestBook, uma simpática mensagem!
Para além de algumas informações pontuais e fotografias que me forneceu e permitiram melhorar o conteúdo desta história, este descendente dos Mamedes informou-me que o seu nome - Rui - também lhe foi atribuído em homenagem à memória de seu saudoso tio!

Marrabenta, Agosto de 2001
Celestino Gonçalves


NOTA: Esta história foi publicada em 2001 no primeiro site pessoal do autor, já desactivado e, em 2008, no presente Blog. Renovo aqui a mesma publicação pelo interesse que despertou e por continuar a ser das minhas histórias preferidas.
Aproveito para saudar todos os descendentes do clã Mamede, cujo patriarca, o saudoso Orlando Paes Mamede, muito me ensinou no início da minha longa carreira em Moçambique!

Marrabenta,  Dezembro de 2012


Celestino Gonçalves

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